24/09/2013

Meu blog é neutro em Co2

 Você sabia que os blogs consomem, em média, cerca de 3,6 Kg de dióxido de carbono a cada ano? Nem todo mundo sabe disso. Mas com uma atitude direta pode-se reduzir a emissão de dióxido de carbono, contribuindo para diminuição dos efeitos nocivos do excesso da produção desse gás na atmosfera terrestre.
A atitude é simples  e se você tem um blog pode fazer o mesmo em três passos, com o auxílio da Gesto Verde. Basta você:
  1. Escrever um pequeno post no seu blog sobre o tema “Meu blog é neutro em carbono” e inserir o selo da campanha
  2. Enviar um email para CO2neutro@guiato.com.br
  3. Uma árvore é plantada para neutralizar a emissão de Co2 do seu blog
Segue o link: 
Veja algumas dicas para diminuir suas emissões de CO2 e contribuir com a meta de redução do Brasil.
Listamos algumas para você:

1 - Se você dirige 20 mil km/ano, reduza o percurso total em 10% renderá uma economia de meia tonelada de CO2 ou mais. Como? Deixe o carro em casa, use o transporte público, a bicicleta ou opte pela caminhada;
2 - Prefira veículos movidos a álcool ou biocombustíveis, a economia será de 500 kg ou mais de CO2;
3 - Fique de olho na manutenção do seu veículo. Um motor mal cuidado pode consumir 50% a mais de combustível e produzir 50% mais CO2;
4 - Substitua o ar condicionado pelo ventilador: economia anual de cerca de 100 kg de CO2;
5 - Troque as cinco lâmpadas mais utilizadas em sua casa por modelos que gastam menos energia, como a fluorescente, que consome cerca de três vezes menos energia do que as incandescentes. Além de reduzir anualmente entre 100 kg e 499 Kg de CO2, você economizará na conta da luz;
6 - Desligue as luzes e tire os equipamentos eletrônicos da tomada quando não estiverem sendo utilizados. Evite deixar computadores ligados 24 horas por dia e configure-os para que desliguem seus monitores quando estão no modo de espera. Isso reduzirá em cerca de 100 kg a emissão de CO2;
7 - Utilize o mínimo necessário de papel. Dê preferência ao e-mail quando se comunicar com alguém. Use papel reciclado ou certificado sempre que possível e separe papéis e papelão para reciclagem quando for descartá-los. Todos esses cuidados ajudarão a reduzir em cerca de 100 kg a emissão de CO2.  

23/09/2013

Porque atletas falham sob pressão?

Imagine um jogador de basquete na linha de lance livre em uma final de campeonato. Seu time esta perdendo por um ponto com menos de 1s para o fim do jogo. Nosso atleta tem um aproveitamento de 96% em arremessos de lance livre. Ele precisa acertar um arremesso para empatar o jogo e dois arremessos para seu time ser campeão. Ele treina estes arremessos centenas de vezes por dia e perdeu a conta de quantos já acertou. Mas naquele dia a arquibancada esta cheia, os torcedores cantam, seus companheiros de equipe estão esperançosos. Ele pensa em todas essas pessoas que esperam que ele acerte os arremessos e ganhe o campeonato. Fica claro que este não é um lance livre qualquer. Nosso jogador vai para a linha, arremessa e faz o impensável, erra os dois arremessos e perde o jogo.

Nesta situação diríamos que este atleta falhou sob pressão. “Choking” é o nome que damos quando atletas tem um desempenho abaixo do esperado em uma situação onde a expectativa de sucesso e a pressão são altas. A psicologia do esporte atribui o “chocking” a vários fatores. Primeiro,  situações de pressão causam alterações psicofisiológicas (ex.: diminuição na concentração e aumento da tensão muscular) que prejudicam a performance. Segundo, situações de alta expectativa fazem com que o atleta passe a prestar atenção em aspectos irrelevantes, causando um desempenho abaixo do esperado. No exemplo, nosso jogador de basquete estava prestando atenção na torcida e nos seus companheiros de equipe ao invés de se concentrar na cesta.

Finalmente, quando atletas estão sob pressão eles passam a prestar atenção excessiva nas pequenas coisas que, mesmo que importante para atingir o objetivo, normalmente não o fariam. O diferencial de um atleta de alto nível é que ele consegue, sem muito esforço psicológico, desempenhar tarefas que atletas amadores precisam se concentrar bastante para executar. Por isso, quando um atleta de alto nível pensa demais em um processo que ele domina, suas habilidades se nivelam ao de um atleta amador. Por exemplo, se um jogador de futebol sentir a pressão de chutar um pênalti na final da copa do mundo, ele pode acabar por se concentrar demais no tamanho das suas passadas para a bola, onde vai colocar o pé de apoio, onde seu pé vai entrar em contato com a bola e pode acabar chutando a bola fraca ou para fora. Portanto, se concentrar em aspectos da tarefa que já são automáticos pode fazê-lo ter um desempenho abaixo do esperado.

Como evitar que atletas falhem sobre pressão?


Infelizmente, é impossível prever ou impedir que o “choking” aconteça. Podemos, no entanto, diminuir sua ocorrência trabalhando os aspectos que o causam. Por exemplo técnicas de relaxamento podem diminuir a tensão muscular causada por situações estressantes. Por si só, isso pode diminuir as distrações e melhorar a concentração. Simular situações estressantes durante treinos ou usar técnicas de mentalização também podem ajudar a dessensibilizar o atleta à pressão. Mentalização é o termo que usamos para descrever quando uma pessoa se imagina fazendo alguma coisa em uma situação específica. Neste caso, o atleta pode se imaginar arremessando um lance livre ou chutando um pênalti em uma final de campeonato e isso vai ajudá-lo a lidar com a pressão do momento. Outra dica interessante é criar uma rotina pré-performance, isso vai preparar o corpo e a mente do atleta para o alto desempenho. Quando um psicólogo do esporte trabalha com um atleta visando diminuir a probabilidade que ele falhe em situações importantes, o psicólogo vai buscar meios de diminuir a resposta de estresse causada pela situação de pressão.


Texto publicado no Projeto Eu Atleta, no Globo Esporte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/

08/09/2013

Eu Corro

  
Quando eu estava prestes a completar 50 anos, um amigo me disse que naquela idade começava a decadência. Então resolvi fazer alguma coisa legal para comemorar a data e tive a ideia de fazer uma maratona. Já comecei a correr pensando nos 42 km. Se as pessoas fizessem mais exercício, ficar parado seria menos penoso para o corpo. Quando você é sedentário, você se levanta e logo tem que se sentar de novo — e aquilo não te descansa. Quando você corre bastante e senta, é uma sensação muito boa.

Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações, e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho. Quem faz atividade física tem um envelhecimento muito mais saudável. Tenho quase 70 e não tomo nenhum remédio, peso 3 kg a mais do que na época da faculdade. As pessoas dizem: “Você é magro, hein? Que sorte!” Não é sorte, tenho que suar a camisa todos os dias.

Eu corro porque estou convencido de que o exercício físico é contra a natureza humana. Precisamos combater essa inércia. Nenhum animal desperdiça energia, ele gasta sua força para ir atrás de comida e de sexo ou para fugir de um predador. Com essas três necessidades satisfeitas, ele deita e fica quieto. Vá a um zoológico para ver se você encontra uma onça correndo à toa. Ou um gorila se exercitando na barra. Por isso é tão difícil para a maioria das pessoas fazer atividades físicas. Um exemplo disso são meus pacientes. A grande maioria são mulheres com câncer de mama. Muitas passam por quimioterapia, perdem o cabelo, têm enjoos, fazem cirurgia para retirar parte do seio. E enfrentam esse processo com tanta coragem que fico até emocionado. Depois disso tudo, falo para elas que, se caminharem 40 minutos por dia, cortam pela metade a chance de morrer de câncer de mama. Esse índice é maior do que o da quimio, mas menos de 1% das minhas pacientes começam a fazer exercício. Vai contra a natureza humana.

Muita gente fala que não tem tempo de fazer exercícios. Dizem que acordam muito cedo para levar os filhos à escola, que trabalham demais, que têm que cuidar da casa. Antes eu até ficava com compaixão, mas hoje eu digo: isso é problema seu. Ninguém vai resolver esse problema para você. Você acha que eu tenho vontade de levantar cedo para correr? Não tenho, mas encaro como um trabalho. Se seu chefe disser que a empresa vai começar um projeto novo e precisa que você esteja lá às 5h30, você vai estar lá. Você vai se virar, mudar sua rotina e dar um jeito. Por que com exercício não pode ser assim?

Nós temos a tendência de jogar a responsabilidade sobre a nossa saúde nos outros. Em Deus, na cidade, na poluição, no trânsito, no estresse. Cada um de nós tem que se responsabilizar pelo próprio bem-estar e encontrar tempo para cuidar do corpo. É uma questão de prioridades. Se você não consegue fazer exercício de jeito nenhum, pelo menos tem que ter consciência de que está vivendo errado, que não está levando em consideração a coisa mais importante que você tem, que é o seu corpo.


Por - Drauzio Varella, 68 anos, médico oncologista

Never, Ever Give Up - Nunca Desista

Arthur Boorman era um veterano deficiente da Guerra do Golfo durante 15 anos, e foi dito pelos médicos que ele nunca seria capaz de andar por conta própria, nunca mais. Arthur tropeçou em um artigo sobre Diamond Dallas Page fazendo Yoga e decidiu experimentá-lo, ele não podia fazer o tradicional, exercícios com maior impacto, então ele tentou YOGA DDP. Enviou um email para Dallas dizendo-lhe sua história.

Dallas ficou tão comovido com sua história que acabou fazendo contato por telefone com Arthur, ao longo de sua jornada – ele encorajou Arthur para continuar e acreditar que tudo era possível. Mesmo que os médicos disseram-no que nunca iria andar novamente. Arthur era persistente, caiu muitas vezes, mas nunca desistiu. Arthur estava ficando mais forte, estava perdendo peso a uma velocidade incrível! Por causa do treino especializado DDP, ele ganhou enorme equilíbrio e flexibilidade o que lhe deu esperança de que talvez um dia, andar novamente. Sua história é a prova, que não podemos colocar limites sobre o que somos capazes de fazer, porque nós muitas vezes não sabemos nosso próprio potencial. Niether Arthur, nem Dallas sabia o que viria a realizar, mas este vídeo fala por si. Em menos de um ano, Arthur transformou completamente sua vida.

06/09/2013

Oscar, mão santa

Quem foi ao Sesc Campos nesta quinta-feira (29) teve o prazer de acompanhar uma palestra, ou melhor, o resumo da vitoriosa carreira de Oscar Schmidt, narrada em primeira pessoa. O projeto Driblando Barreiras, que visa incentivar os jovens por intermédio de palestras com grandes nomes do esporte, ontem não motivou somente crianças, mas também adultos, com inúmeras histórias da vitoriosa carreira do Mão Santa no Basquete. Oscar foi indicado como um dos cinco melhores palestrantes do país e motivou o público, que lotou o ginásio Adriano Faria para ouvir sua mensagem. "Com o público jovem eu procurei passar uma mensagem de motivação e espero que tenha servido para muitos deles".A palestra que normalmente tem 1h30 foi realizada em 1h e serviu como motivação para quem compareceu ao ginásio.

O próprio Oscar afirmou ter sido surpreendido pela presença de tanta gente jovem, interessada em ouvir sua história. "Tive que fazer uma completa reformulação no que normalmente faço para outros públicos. Esta foi a primeira experiência com um público jovem e confesso que me surpreendi"



O time de basquete brasileiro comandado por ele, fez o impossível, venceu os E.U.A no Pan-americano de Indianápolis. — Realizamos o impossível, vencemos os caras, que nunca haviam perdido em uma competição oficial e ainda por cima dentro da casa deles.  Para se ter ideia do feito, a organização do evento não tinha nem o hino nacional brasileiro, tiveram que arrumar lá na hora. E o champanhe? Você acha que nós havíamos pensado nisso? Nosso massagista que roubou no vestiário deles — comentou o Mão Santa, que há dois anos luta contra um câncer no cérebro.

Oscar falou do câncer que vem enfrentando, sempre com muito bom humor. "Não adianta ficar lamentando. Só posso ir em busca da cura e fazer o tratamento médico. Mas é importante ter fé e perseverança", destacou. — Acerca de dois anos descobri um tumor maligno no cérebro e venho enfrentando uma série de tratamentos para dissipar esse maldito tumor — Oscar, que está fazendo quimioterapia, chegou a passar mal antes da palestra, o que atrasou o evento. Hoje com 55 anos, Oscar dedica-se a realizar palestras motivacionais. - Eu Me sinto privilegiado de ter passado mais de 30 anos fazendo o que mais gosto na vida: jogar basquete. Vim aqui hoje para falar para esta garotada da minha experiência profissional. Espero que eu tenha contribuído um pouco, porque a pessoa que gosta e pratica algum esporte já está na frente – 

Velho é da sua cabeça


É interessante reparar nas diferentes reações das pessoas quando eu conto que faço triatlo. A maioria imagina que é algo que está tão fora do seu alcance que fica espantada. Alguns poucos me perguntam, assustados, por que eu resolvi fazer algo tão difícil. Acredito que essa pergunta ilustra como a atividade física está distante do interlocutor, o senso comum superou. Vamos desvendar alguns mistérios bem acessíveis. Há um preconceito geral de que a idade certa para praticar qualquer esporte é a faixa dos vinte anos, os que estão acima já são considerados experientes, ou admirados por continuarem no esporte. Não importa a idade que você tem, o seu peso, ou o seu estado de saúde, sempre há espaço para atingir seus objetivos ou iniciar um novo esporte. Para comprovar o meu exemplo, vou usar apenas atletas da competição que aparentemente está longe do alcance da maioria devastadora das pessoas, o Ironman. O Ironman é uma prova de triatlo que consiste em nadar três quilômetros e oitocentos metros, pedalar cento e oitenta quilômetros e, por fim, correr uma maratona de quarenta e dois quilômetros. Tudo no mesmo dia e abaixo de dezessete horas. O campeonato mundial é sediado no Havaí, sob o sol impiedoso.
Um dos maiores campeões de todos os tempos dessa competição é um atleta chamado Mark Allen, ele é o segundo e único atleta a conquistar seis campeonatos mundiais de Ironman. E se você acha que ele era uma pessoa muito nova e por isso com mais energia, está enganado. Sua primeira vitória foi com 31 anos, a última com 37 anos. Ele era um atleta profissional e seus treinos consistiam a sua profissão, mas muitas outras pessoas também terminaram essa prova, e a posição na classificação geral, nunca apagará o prestígio e a conquista. Digamos que é um vestibular, se passou em primeiro ou em último, não importa, são todos grandes vencedores. Apresento agora a Freira de Ferro, a mulher mais velha a terminar um Ironman. Em 2009, Madonna Buder completou um Ironman no Canadá no mesmo ano em que completava setenta e nove anos de idade. Seu treinamento começou aos 48 anos, seu primeiro triatlo foi aos 52 e desde então já competiu em mais de 325 eventos. Seu primeiro recorde foi aos 75 anos no Ironman Havaí e já quebrou seu próprio recorde mais duas vezes. Em 2011 Craig Alexander quebrou o recorde mundial, levando o título de campeão mundial, aos 37 anos.

Talvez um Ironman seja muito pouco para as pessoas mais exigentes, então que tal realizar um Ultraman? Um triatlo realizado em três dias. No primeiro, os atletas nadam dez quilômetros e pedalam cento e quarenta e cinco. No segundo, pedalam duzentos e setenta, no último dia há nada mais que uma corrida de oitenta e quatro quilômetros, o equivalente a duas maratonas olímpicas. Se isso não fosse o suficiente, o maior campeão dessa prova é um brasileiro chamado Alexandre Ribeiro. Ele é o recordista mundial do Ultraman com seis vitórias. Sua última vitória foi com 47 anos.

Este texto foi publicado originalmente por Maurício Ramos em diariodeferro.com.

Você conhece o seu limite?