Fotografia feita por Olivier Morin, profissional da AFP, que capturou o momento em que "Bolt" atravessava a linha de chegada e, ao mesmo tempo, um relâmpago rasgava o céu de Moscou.
Usain Bolt no último domingo (11) retomou o posto de homem mais rápido dos 100 metros rasos em mundiais ao cravar 9s77, melhor marca do ano apesar do vento contra, com velocidade de 0,3 m/s. Bem distante de seu próprio recorde (9s58) que, creio eu, ser inatingível. Diferente de 2011, em Daegu na Coreia do Sul, onde o jamaicano queimou a largada na final e foi eliminado na defesa do título, ele optou por uma saída mais conservadora, talvez em virtude do favoritismo absoluto da prova, haja visto que, seus principais concorrentes Tyson Gay e Asafa Powell foram flagrados semanas antes no exame antidoping e seu compatriota Yoham Blake por motivo de lesão, não participaram do mundial.Tudo se desenhava para uma disputa acirrada entre Bolt e Justin Gatlin (USA) na final, apesar da "encarada" do patinho feio Mike Rodgers na semi apimentando um pouco os ânimos. Porém não foi o que se viu, o jamaicano deixou os rivais para trás e
venceu os 100 metros com o tempo de 9s77. O norte-americano Justin Gatlin levou a prata, com 9s85, e o jamaicano
Nesta Carter ficou com o bronze, 9s95.
O triunfo deste domingo confirma a hegemonia
de Bolt em uma das provas mais tradicionais do atletismo. Neste ano, ele
não vinha exibindo as mesmas performances dos anos anteriores, o que
levantava suspeita sobre suas futuras conquistas e até seu potencial
para os Jogos do Rio. O campeão segue na tentativa de superar Carl Lewis como o maior
vencedor da história dos Mundiais tendo agora oito medalhas –
seis de ouro e duas de prata - precisando ainda ganhar os 200 m e o
revezamento 4x100 m. Assim, chegaria a oito ouros e duas pratas,
resultado melhor que Lewis, que teve oito ouros, uma prata e um bronze.
A pergunta que não sai da cabeça é: Quem vai parar Bolt?
...Rio 2016 é logo ali.


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